domingo, 16 de junho de 2024

Garrafas lançadas ao mar

 (em construção)

Penso que o ato de escrever, e postar - no caso - seja como o do náufrago, que lança a garrafa com uma mensagem de socorro, mas também de esperança, ao mar. Se lança a mensagem é porque tem esperaça, senão não faria sentido algum lançar. Ao mesmo tempo, há o desespero de pedir socorro e de não saber Se háverá alguma resposta, mas ainda a esperança, por ter tentado. Um jogo eterno que vai de um a outro sentimento sem delongas ( sim, a palavra que veio foi delongas - fazer o quê?), como num fluxo intermitente. 

AO mesmo tempo, escrevO para mim mesma, o que aliás é bem sensato, dada a pouca frequencia com que este blog é visitado. Blog é demodée, a palavra demodée também. Eu também, mas quem liga?

(e este texto vai estar eternamente em construção)

Fiuei aqui pensando numa analogia com o contemporâneo e só me vieram uns quadros de Edward Hopper

 

E. Hopper - Rooms by the sea, 1951
                                                                                                               E. Hopper - Early Sunday Morning, 1930   



Até porque lançamos garrafas ao mar quando se torna necessário comunicar-se com algo que não temos, ou pensamos não ter.Mas isso vou deixar pra uma outra postagem.

Errância


 O que faz a cidade ser das pessoas se sentirem verdade inseridas, pertencente ao espaço? O quanto a cidade abraça, o quanto repele os desterrados. E a Quem? Por quê?

Que percepções a arquitetura e a forma como a cidade se organiza serve para trazer conforto a seus - diversos -  habitantes? O que o caminhar sem um objetivo certo nos traz, como aguça nossa observação do entorno?

Três minutos, 3 pessoas, uma delas não conhecida por mim e estrangeira. Nossas percepções.

Vídeo de junho de 2016 (quando nossa vida e  o contexto político cultural/brasileiro etc. desmoronava). Texto: 16/06/2024