O mundo pede e oferece #satisfaçãoimediata de nossos desejos.Somos condicionados a querer isto. E, obvio, só conseguimos um grande vazio e mais e mais desejos.
É adequado, para que se mantenha o sistema azeitado, as vendas fervilhantes. E isto se estende aos relacionamentos. São a cada dia mais voláteis, "amores líquidos", como disserta Zigmunt Bauman no livro de mesmo nome.
Não há pessoa que consiga a dose necessária de cinismo pra ser de fato "feliz" - se é que se pode usar o termo - em tempos assim. Porque sempre há dolo em se usar o outro, e em ser usado, e descartado. Há que se passar por uma completa reformulação, política, estrutural, etc. etc. et coetera pra dar conta de nos aproximarmos minimamente do que nos trás algum alento, talvez a tal da felicidade. Ou que se praticar isto em termos "minimalistas", abrindo mão e dizendo não a tanta coisa por aí que se afirma ser imprescindível, e que não é.
E podemos, (podemos ?).

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